quinta-feira, 30 de maio de 2019

Um Ano Morando nos USA - Balanço Geral

Ola pessoal - tudo bem ? Eu vi algumas postagens bem legais recentemente com o pessoal fazendo o balanço do periodo que está vivendo fora do Brasil, as dificuldades, as facilidades, as conveniencias e as inconveniencias. 

Eu prestei bastante atençao em diversas postagens (principalmente o Corey e o SRIF365) e, coincidentemente, esse mês (apenas alguns dias atras) completou um ano que estou morando aqui nos USA. Acho que pode ser interessante também fazer um balanço e vou tentar ser o mais neutro possivel, já que talvez minha experiencia esteja sendo um pouco diferente, lugares diferentes, cultura diferente, modo de adaptação diferente, etc...

1 - Trabalho: acho que esse é um fator importante. Quando voce está envolvido com o seu trabalho, eu acredito que a adaptação a outro pais se torna mais facil. Desde que cheguei eu tive de implantar dois projetos grandes (esse foi o motivo de ter vindo para cá); mas após alguns meses eu acabei assumindo uma outra area com mais responsabilidades e um aumento de salário também. Então, do ponto de vista profissional, a mudança tem sido bacana e além da experiencia internacional eu também consegui "alavancar" um pouco mais no organograma da empresa e isso aumenta minha empregabilidade, rede de contatos, rede de influencia, etc... no caso de algo dar errado e eu ter de mudar de pais.

2 - Patrimonio: esse foi um fator interessante porque no Brasil tinha meu apto quitado e estava construindo meu patrimonio - na epoca acho que estava proximo de uns 330K (antes da mudança para cá). NO ultimo mes meu patrimonio atingiu BRL 430K aproximadamente e esse mes eu espero romper a barreira dos BRL 500K. Esse incremento se deve ao fato de ter recebido um valor de bonus de performance referente ao ano passado.

3 - Saude: nao acredito que foi uma mudança boa para minha saude. Eu aumentei o ritmo no trabalho e descuidei da alimentação. A unica coisa que sinto falta mesmo por aqui é de um restaurante por quilo para poder comer comida de verdade. Existe muitas opções por perto, mas todas com aquele esquema de comida americana sem sabor ou então fast food. Com certeza, os USA tem diversos atrativos mas não é um pais famoso por sua culinária / gastronomia. Também nao estou fazendo os exercicios como planejei, mas agora tenho um colega de trabalho que vai a academia pela manha - acho que vou começar a fazer o mesmo. Para a Sra Executiva Pobre, a mudança foi positiva pois aqui o plano de saude paga 100% do custo de aparelho e insumos que ela usa regularmente - material com tecnologia de ponta, que no Brasil era inacessivel devido ao custo.

4 - Familia: desde que mudei para cá acabei recebendo bastante visita de familiares. Claro que nao é como no Brasil, mas o fato de ter voos diretos para a cidade onde estou morando ajuda bastante. Sinto bastante falta dos meus pais e irmãos e da rotina que tinha no Brasil - isso realmente incomoda um pouco; mas o foco no trabalho e as atvidades e cuidados com o Estagiário Pobre acabam por ajudar a aliviar essa sensação de estar fora de casa.

5 - Lazer: nesse quesito nao posso reclamar. Eu consegui fazer viagens a Estados proximos e conhecer lugares bem interessantes - além de uma viagem para o Vale do Luar (França) e Belgica. Claro que uma das atividades que mais gostamos é viajar, mas agora com a aquisição de imovel aqui nos USA, o ritmo de viagens deve diminuir um pouco e focar mais em viagens nacionais - tem muito lugar legal para conhecer nos USA. Quando o Estagiário Pobre for um pouco maior ai queremos ainda fazer uma viagem para Italia e outra para Portugal e Espanha.

Como voces ja devem ter percebido - a minha avaliação da mudança de pais é um pouco mais positiva. Felizmente, aqui nao tenho algumas dificuldades que aparecem em outros paises - mas, obvio, que existe os pontos baixos também.

Eu ja fui multado, tive de contratar advogado, ja tive minhas diferenças com o pessoal no trabalho ... mas nada que fosse muito diferente do Brasil.

O pessoal com experiencia em serviços de expatriação me falou que o processo de imigração pode ser dividido em 4 partes:

a) a fase da lua de mel, onde tudo é maravilhoso, tudo funciona, a grama é mais verde, o pais é mais bonito, voce mora melhor, vive melhor e está apaixonado pelo local.

b) a fase do conhecimento, onde voce começa a se deparar com as primeiras dificuldades e obstaculos, Onde voce começa a ver que o lugar nao é perfeito, que tem coisas que te incomodam, que se fizessem do jeito brasileiro seria mais simples e pratico e ai começa um certo desencanto com o local.

c) a fase da decepção, onde ocorre o oposto da lua de mel. Voce começa a sentir falta ate da farofa do boteco que tinha perto da sua casa. Voce sente falta da comida, do tempero, dos amigos, das piadas, dos programas de TV, das musicas, dos filmes, dos livros, do cafe, do pao de queijo, do churrasco, do pao com mortadela, de ouvir Jovem Pan ou CBN ou Band News (ou qualquer outra radio), de ter um lugar preferido para frequentar. Essa fase é onde as pessoas normalmente voltam ao Brasil (nada de errado com isso) porque parece que o novo pais é um pesadelo e os fatores que te levaram a decisão de sair do Brasil, agora parecem irrelevantes.

d) a fase da realidade, onde voce percebe que o Brasil tem coisas ruins mas tem muitas coisas boas e que o pais onde voce está vivendo tem muitas coisa boas mas tem coisas ruins. Nessa fase, normalmente, as pessoas conseguem fazer uma avaliação mais equilibrada - sem o viés presente na fase da lua de mel ou na fase da decepção. Normalmente, essa fase traz uma jornada de auto conhecimento, onde as pessoas começam a notar o que realmente importa para elas e descobrir se é mais facil obter essas coisas no Brasil ou em outro lugar.

De qualquer forma, o processo de imigração nunca é facil. O que ocorre na pratica e que voce nao é mais brasileiro para quem ficou no Brasil, mas também não é um americano para quem está nos USA (citando o pais onde estou morando atualmente). Então cria-se uma sensação de nao pertencer a lugar nenhum e isso gera o gatilho da fase da decepção. A sensação de pertencimento e aceitação do grupo é muito importante para o ser humano e quando voce muda de pais, voce tem de reconstruir essa estrutura. Dependendo da personalidade de cada um, essa tarefa pode ser mais fácil ou mais difícil.

Ainda tem o lado da cultura do pais onde esta vivendo. Uma coisa é morar nos USA que é um pais com muitos estrangeiros e com um idioma utilizado no mundo inteiro (sim, Ingles é uma língua universal). Outra coisa é morar na Russia (deve ser espetacular) com o seu idioma mais complicado para nós, meros mortais e com uma cultura bastante diferente. Acho que a adaptação seria mais difícil por lá do que por aqui.

De toda forma, a sensação de ter de iniciar a jornada do zero (ou quase zero) é uma coisa que incomoda. No Brasil ja temos nosso circulo de amizades, nosso circulo familiar, nosso circulo profissional e social. Em outros pais voce precisa começar do zero: tem de provar que é bom profissional, tem de entregar resultados desde o primeiro momento, tem de construir amizades, tem de se relacionar na comunidade, tem de descobrir como funciona o dia a dia do local, como funciona o sistema financeiro e bancário, as diversas opções que voce tem, qual sua loja de roupa preferida, qual seu restaurante preferido, quais os seus produtos preferidos no supermercado.

Um pequeno exemplo - eu fui no mercado a primeira veze tinha exatamente 11 marcas diferentes de leite - todas com basicamente o mesmo preço. E ai ? Compra qual ? 

Imagina a mesma coisa com todos os produtos que voce está acostumado a comprar - isso é uma coisa simples, mas normalmente é o primeiro choque.

Ate o momento, eu acredito que estamos na fase de conhecimento. Nao estamos na empolgação da fase de lua de mel (acho que nunca estivemos), reconhecemos alguns problemas importantes que existe por aqui; mas ainda conseguimos enxergar muita coisa positiva na mudança - conforme eu relatei no inicio do post.

Vamos ver como fica as mudanças agora com o processo de aquisição de imovel (ate agora foi bem simples e fácil) e criando uma rotina mais especifica, com o Estagiário Pobre começando a ir para escola e a Sra EP analisando as ofertas de trabalho. Talvez a coisa fique mais corrida e essa sensação de ter ganho em qualidade de vida acabe por desaparecer - e isso teria um impacto grande na percepção se esta valendo a pena ou nao morar fora. Eu vou contando para voces conforme as coisas forem ocorrendo.

Se tiver algo mais especifico que gostariam de saber, por favor perguntem ai nos comentários.

Um grande abraço,


37 comentários:

  1. Parabéns pelo texto!

    Interessante o a divisão da expatriação em 4 partes, já mudei várias vezes de cidade, a percepção é semelhante.

    A sensação não pertencimento é estranha... faz parte a adaptação.

    Desejo-lhe sucesso!

    https://diariodonvestidor.blogspot.com/

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    1. Ola DI - tudo bem ? Realmente a sensação de nao pertencer a algum lugar, "de nao fazer parte do grupo" é muito estranha. E olha que eu tenho bem menos problemas do que alguns colegas - nao podemos esquecer que racismo é um tema forte nos USA e também o preconceito contra latinos em geral ... pela minha ascendencia portuguesa, eu acabo passando por Europeu ou mesmo americano - e nao enfrentei ainda nenhum episodio de discriminação.

      Mas tenho colegas que ja tiveram envolvidos em situações bem constrangedoras.

      Um grande abraço,

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  2. EP, o consulado americano me denunciou para PF porque mandei msgs falando que ia transar com as mulheres do consulado, que ia fraudar todos os processos de imigração, que ia tacar bombas lá, que ia pagar para uma americana casar-se comigo, e xingando funcionários do consulados. Aí fui convidado a prestar esclarecimentos ao delegado da PF onde ele achou que estava mentindo, ele achou que eu era um terrorista. Só não fui preso porque mostrei um laudo que tenho esquizofrenia. Será que ainda tenho chances de ter visto americano aprovado?
    Abraço EP

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    1. Oi anon - ja reprovei sua atitude em todas as mensagens (com o mesmo conteudo) que mandou em outas postagens. Entendo a questao da doença (apesar de ainda me parecer fake), mas para sua propria segurança é melhor que voce nao tenha visto para os USA. Imagina voce andando por aqui e tem uma crise e ataca mesmo uma mulher ? A chance de voce ter a policia ou algum segurança ou mesmo algum cidadao comum reagindo de forma violenta é enorme.

      Por isso é melhor voce ficar no Brasil e tratar a sua doença para manter sempre um bom estado de saude mental.

      Um grande abraço e boa sorte,

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  3. EP, onde vc mora é comum ver mulheres dirigindo carros de luxo?
    Abs

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    1. Ola anon - nunca tinha parado para reparar, mas nao é muito comum ver ninguem dirigindo carros de luxo. Claro que precisamos definir carros de Luxo - eu estou falando de Corvette, Lambroghini, Ferrari, etc...

      Aqui tem muito carro que para nós seria bem caro - tipo Suburban, F150, etc... e ai todos dirigem (homens e mulheres).

      Um grande abraço,

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  4. Ótimo texto, EP. Impossível não concordar com tudo o que você escreveu. O maior problema, para mim, seria a questão da comida mesmo. A quantidade de junk food é gigantesca!

    Sou um leitor assíduo do blog.

    Sucesso e bons negócios.
    Fuleiro
    investidorfuleiro.blogspot.com

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    1. Eu particularmente não tive problema com comida nos EUA.
      Já visitei três vezes, ficando uns dez dias cada ida.
      Eu adorei o feijão enlatado deles. E, diga-se de passagem, lá é feijão mesmo. No Brasil é feijo. kkkk
      Achei bem melhor do que o nosso.
      Como só vou nos EUA a passeio, de dia acabo comendo bobagem. Mas, a noite eu cozinhava no microondas. Sempre tinha feijÃO, alguma massa, cenoura, batata e carne. Ficava ótimo.
      Abraço!

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    2. Ola IF - tudo bem ? Realmente a comida costuma ser o primeiro e mais impactante fator na adaptação. Aqui, em geral, tem muita oferta das comidas que estamos acostumados no Brasil. Só fica mais dificil quando voce quer comer fora - nao tem um restaurante por quilo, um bar no estilo do Brasil, uns salgados ou petiscos ... a comida é mais carne / frango e pure de batata.

      Um grande abraço,

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    3. Ola anon - tudo bem ? Pois é, quando visitamos um lugar de ferias ou passeio mais curto - a comida nao atrapalha em nada. Na verdade, uma das coisas mais legais é ir provando a culinaria do local. O problema é quando voce esta no local de forma permanente. Em geral, da para se virar bem com a comida daqui baseado nas coisas que costumo comer ... o problema é mesmo a comida fora de casa - pouca opção de restaurantes com comida que eu acho bacana. Mas como eu falei, isso é uma questao menor e varia muito de acordo com cada pessoa.

      Um grande abraço,

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  5. Executivo gosto muito do seu blog e da forma como vc escreve, principalmente contando sobre a sua vida.
    Eu na minha idade atual (37 anos) não cogito viver fora do brasil pois não tenho condições financeiras para tal, não sei falar inglês e sinceramente acho que não me adaptaria.
    Estou tetando pelo menos resolver alguns porens aqui no Brasil e achar uma cidade que valha a pena morar e pelo menos dar uma alavancada na vida financeira.
    Te admiro realmente por toda a sua trajetória e história de vida, se por acaso um dia eu for para o exterior vou so na intenção de visitar mesmo e quem sabe te conhecer pessoalmente.
    Cada um tem objetivos diferentes e formas diferentes de pensar, eu com a minha forma de pensar atualmente nao me adaptaria bem e acabaria arranjando problemas.
    Pra vc ter uma ideia tive até um pega pra capar com um professor da faculdade por nao concordei com uma decisão dele, entao por essas e outras fico no Brasil pois sei como as coisas funcionam por aqui.

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    1. Ola anon - que bacana que gosta do blog. Uma das grandes frustrações de escrever um blog de forma anonima é que a gente perde oportunidade de ter interações com as pessoas na vida real. Tem um monte de gente que pensa de uma forma que eu acho interessante e que seria legal ter uma conversa mais longa, mas pela internet é praticamente impossivel.

      Eu entendo seu ponto de vista - se nao se comunicar em outro idioma, a experiencia de imigração fica mais dificil. Ela nao é impossivel mas eu também nao veria muito sentido em sair do pais para iniciar em uma condição muito pior do que teria no pais natal. O Brasil nao é um lugar ruim para se viver - nao é o melhor lugar do mundo em varios quesitos que voce avaliar, mas esta longe de ser o pior lugar do planeta. É totalmente possivel ter uma vida com muita qualidade no Brasil - claro que depende de onde mora, dos rendimentos, do grupo em que vive, das interaçòes sociais ... mas essas variaveis estao presentes em qualquer lugar que voce possa morar no mundo.

      A questao de morar fora eu acredito ser um combinado de boas oportunidades profissinais e uma vontade grande de experimentar a cultura de outro pais.

      Um grande abraço,

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  6. Mudar de país não é fácil e acredito que a parte mais complexa é justamente que você sempre será um estrangeiro no novo país, não importando quanto tempo você fique lá. Por isso eu acho que quem decide mudar de país não deve ir motivado em causa própria, mas ir com um sentimento de conquistador onde os principais beneficiários se sua atitude não será ele, será seus descendentes. Provavelmente de segunda ou terceira gerações.

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    1. Ola anon - voce esta coberto de razao. Sempre serei imigrante nesse pais - mas gostei da forma como colocou que os beneficios ficam para proxima geraçào (ou a seguinte) - acho que voce esta coberto de razao.

      Um grande abraço,

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  7. Ótimo post, EP. Nunca morei fora do Brasil, mas fiquei imaginando cada uma das etapas, e lembrei de vários amigos que passaram por isso, e voltaram exatamente na etapa da decepção.
    Essa parte que vc falou, de não ser mais um brasileiro, e nunca ser um americano, foi PHODA. Imaginei diversas coisas, e como deve ser difícil encarar isso.
    Mas é isso aí que os amigos colocaram... Foco nas conquistas e benefícios dessa mudança.
    Parabéns pelo post.
    Abraço!

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    1. Ola Stark - tudo bem ? A sensação de pertencer a um determinado grupo é importante para o ser humano. O convivio social é uma parte muito importante da nossa integração e bem estar. Então, essa sensação de ser estrangeiro nao importa onde esteja, acaba tendo um impacto negativo. Mas ate o momento, as mudanças foram positivas e temos boas interações com o pessoal local - acredito que ter isso bem claro em mente antes de fazer a mudança é muito importante para todos que se aventuram a morar fora.

      Um grande abraço,

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  8. legal como corey disse pequenas coisas fazem grandes diferenças.
    Agora uma duvida na "b" vc pode dar um exemplo dessas coisas que se resolveriam mais fácil do nosso jeito
    .
    Na "c" vc pode sempre que alguém for te visitar pedir alguma coisa que vc sente falta,tenho uma irmã que sempre pede pra eu entregar alguma coisa pq tem algum parente, amigo do amigo indo viajar ai compro mando, coisas como paçoquita, doce de abobora , pinga 51 kkk entre outras coisas que pra gente é trivial mas pra quem tá la fora mata a saudade da terra.Agora radio jornal livro Tv da pra assistir via internet ...
    abraço

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    1. Ola Soldado - tudo bem ? Em relação a ultima parte do seu comentário - eu nao sinto falta de nada por aqui. Tenho todo tipo de comida que costumava comer no Brasil. Como eu ja nao comia muitas coisas especificas do Brasil (como doce de frutas, feijao, etc...) entao fica mais facil a adaptação por aqui. A unica coisa que sempre peço para alguem me trazer (eu sei que vai ser engraçado) mas ´´e revista em quadrinhos Disney. Eu tenho uma coleção que é importante para mim, então eu sempre peço para me mandarem os gibis que preciso.

      Quanto a primeira parte - o que é mais facil do nosso jeito - nao tem nenhum exemplo que realmente seja importante. Mas as vezes voce fica de saco cheio de ter de andar meio quarteirao para atravessar na faixa quando nao tem nenhum carro vindo. Mas eu acho que o pessoal esta certo - se voce começa a abrir uma exceção para pequenas coisas, logo vem a abertura para grandes coisas.

      Um grande abraço,

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  9. Espero que a faze da realidade chegue para vc rápido pq até agora é só diversão hein. Bom trabalho, boa diversão, parentes visitando..aí é facil. Quero ver quando os parentes nunca irao de visitar pq vivem no interior e nem sonham em tirar um passaporte menos ainda visto. Quando vc nao ganha bem, não tem lazer, mora debaixo de neve 9 meses ao ano...ai é que sao elas..morar em Orlando até o Mickey mora!

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    1. Ola anon - tudo bem? Acho que a realidade já chegou para mim - nao tenho muitas ilusoes em relação aos USA mas tambem nao tenho ilusoes em relação ao Brasil. E nao vou ficar aqui dizendo que o Brasil é melhor do que os USA só porque isso parece legal com quem nao esta aqui.

      Os USA tem muitas coisas boas e muitas coisas ruins (acho que ja deixei claro que essa é a minha percepção) assim como o Brasil também. Mas, quando coloco na balança, eu acredito ter mais qualidade de vida por aqui - mesmo com todos os problemas.

      Quanto aos meus parentes nao virem me visitar porque moram no interior - essa nao é a minha realidade. Meus pais e os pais da minha esposa moram em uma capital com voo direto para a cidade onde eu vivo. O unico impecilio para eles visitarem é a questao financeira - ja que eles nao tem dinheiro sobrando para viagens internacionais a todo momento. Eles ja tem passaporte e visto (no caso dos meus pais, eles nao precisam de visto porque tem cidadania portuguesa - o processo para vir aos USA como turista é bem mais simples).

      A parte de nao ter lazer e morar na neve por 9 meses, nao posso te dizer como é. O inverno aqui onde moro nao é agressivo - existe outros problemas climaticos, mas frio extremo nao é um deles. As opções de lazer sao variadas - apesar de eu estar em uma fase de curtir mais o final de semana com meu filho e brincadeiras simples, onde nao preciso gastar muito dinheiro.

      Quanto ao ganhar bem isso é um pouco relativo. Obvio que nao posso dizer que ganho mal, mas tem algumas pessoas aqui que ganham bem mais - entao se focar no salario dos outros é o primeiro passo para nao aumentar o seu salario. Aconselho a mudar um pouco a visao vitimista e começar a correr atras para chegar onde deseja - com certeza vai te ajudar mais.

      Um grande abraço e boa sorte.

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  10. Otimo relato EP! Realmente estar focado no trabalho (como tambem foi o mesmo caso) ajuda demais na adaptacao. Como foi a adaptacao da Sra EP?
    Parabens mais uma vez pelas conquistas!

    Abs!
    www.executivoinvestidor.

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    1. Ola EI - tudo bem ? A adaptação da Sra EP vem sendo tranquila. Ela ja estava bem consciente dos desafios antes mesmo de sairmos do Brasil. Ela vem passando o tempo também com diversas tarefas aqui - ela me ajuda com a documentação, com os papeis de seguro, do carro, do plano de saude, etc... Ela também tem os dias ocupados com o Estagiário Pobre e daqui mais uns meses ele inicia na escola - ai a Sra Ep provavelmente vai iniciar um tabalho meio periodo.

      Um grande abraço,

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  11. Parabéns pela iniciativa e pela experiência. Morar fora não é fácil, perdemos as raizes. Amigos, família, locais que gostamos, mas sempre tem um lado bom. Tem gente que não se adapta, isso é fato. Eu viajei sozinho semanas atrás pros EUA, foi uma merda. Que deprê! Penso, futuramente, num vai e volta como teste, comprar uma casa que possa alugar quando estiver no Brasil.

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    1. Ola Heavy Metal - tudo bem ? Eu nao me imagino viajando sozinho - acho que deve ser muito ruim mesmo. Tem gente que lida bem com a solidao para essas atividades, mas eu gosto de ter alguem por perto para ir conversando ... quando nao viajei com a Sra EP, eu viajei com meu avô e também viajei com minha irmã ...

      Morar fora é isso mesmo - voce perde bastante da sua referencia, mas acumula novas experiencias. Tem gente que gosta, tem gente que odeia. Ate o momento, a experiencia tem sido positiva - acho que a balança ainda pende mais pela experiencia de viver fora.

      Um grande abraço,

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  12. Em tempo: adorei o blog do Zak, “Four Pillar Freedom”. Já coloquei no meu Blogroll. Valeu!

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    1. Opa -vtambém gosto muito das postagens dele. Outro que gosto bastante é o ESI Money - ele faz entrevistas com milionarios americanos mostrando como eles chegaram lá. É sempre interessante ver como pessoas comuns chegam a IF.

      Um grande abraço,

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  13. Fala, EP. Belo relato. Desejo sucesso seja permanente e recorrente nessa empreitada.

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    1. Ola IC - tudo bem ? Obrigado pelo comentario - a mudança nao e facil, mas esta sendo positiva.

      Um grande abraço,

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  14. EP, obrigado por compartilhar sua experiência. Acredito que estou entre a fase da decepção e da realidade, não sinto raiva de Portugal e não mais preciso desesperadamente da coxinha da padaria da minha quebrada, mas tb não fico me iludindo achando que o Brasil melhorou nesse um ano que estou fora, sou apenas realista e cada dia mais consigo ser racional e ver os prós e contras de morar fora.

    Abraço!

    Corey

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    1. Ola Corey - tudo bem? Bom saber que esta progredindo em relaçao ao sentimento de morar fora. Algumas vezes, o sentimento de nao estar fazendo a coisa correta bate mais forte (tive um pouco disso quanto estava comprando a casa aqui) e surge uma insegurança se essa decisao de morar fora é mesmo correta.

      Para algumas pessoas nao sera a melhor decisao, para outras vai acabar sendo a melhor coisa que fizeram na vida ... mas nas duas situações, com certeza vao aparecer dificuldades. Essa semana me irritei com o esquema de mudança aqui - fiquei ate com saudades do Brasil. É bem como voce disse também na sua postagem, cada lugar vai ter suas qualidades e seus defeitos. Necessario avaliar com calma para entender o momento e perseguir a melhor solucao.

      No seu caso, ainda tem outras vantagens - pois como nao tem muitas coisas te prendendo e tem a cidadania - pode tentar passar algum tempo em outros lugares na Europa para ver se prefere um estilo de vida diferente. Mesmo na Italia ou Grecia (onde os custos nao sao tao absurdos nas pequenas cidades) ou ate mesmo na Alemanha - eu adorei o sul da Alemnha, mas nao sei como seria morando por la.

      Um grande abraço,

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  15. EP, onde vc trabalha tem mulheres solteiras que ganham bem? Qual tipo de carros elas usam? É uma curiosidade minha.

    Abs

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    1. Ola anon - tudo bem ? Eu acredito que em qualquer lugar do mundo tem mulheres solteiras que ganham bem e por aqui nao é exceção. Tem bastante pessoas solteiras com bons salários (considerando o custo de vida do lugar). A maioria das pessoas aqui dirigem as famosas pickups americanas - carros grandes que consomem muito combustivel.

      Um grande abraço,

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  16. Olá EP,

    Primeiramente parabéns pelo blog, eu estou gostando!

    Eu tenho uma pergunta que acabei não vendo sendo discutida em seus posts. Como você fez com sua residência fiscal no Brasil? Você a manteve (me parece que sim)? Sendo assim, como funciona o pagamento de impostos tanto no Brasil quanto nos EUA?

    Estou em uma situação parecida à sua e gostaria de entender como é possível proceder.

    Obg

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    1. Ola anon - eu nao tenho mais residencia fiscal no Brasil. O custo para abrir uma conta de estrangeiro era enorme e se eu mantivesse residencia fiscal no Brasil teria de pagar imposto sobre meus rendimentos no exterior.

      Entao eu fiz minha saida definitiva do pais e meu domicilio fiscal é nos USA. Pago impostos agora somente aqui.

      Um grande abraço,

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    2. Entendi. Despreendi um tempo maior lendo seus posts mais antigos e vi que você posta no blog seu patrimônio em BRL, por isso me confundi. Agora, vi também que você enviou seu dinheiro para os EUA. Qual foi o processo de decisão em quanto enviar e quando? Doloroso...rs? Os custos envolvidos são só IOF de 1,1% ou tem algum outro imposto?

      O país que resido tem acordo de bitributação com o Brasil, o que de início não me dá tanto medo em manter ai parte dos meus investimentos. Mas acredito que por conta dos altos valores de contas de não residentes não deva valer nada a pena manter o dinheiro lá, até pq meu patrimônio está longe de render os custos do banco.

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  17. Goste bastante do seu relato, bem real.
    Nunca morei fora do país, mas sei bem como é esse sentimento de não pertencimento. Sai do meu estado de origem e como o Brasil é continental, parece que você realmente está em outro país.
    Aprendi a conviver com a distância da família. E às vezes sai mais barato uma passagem internacional do que ir visitar minha mãe em outra região!!
    Amigos verdadeiros a gente conta nos dedos, colegas e conhecidos, temos centenas, em várias partes do mundo.
    Para mim a maior dificuldade seria de adaptação a um clima frio e a se a comida fosse bem diferente. No caso dos EUA, acho que me adaptaria bem. Claro que imigrando com a família (esposo e filhos) e de forma legal. Acho que você fez uma escolha bem planejada e parece mesmo ser o melhor para você e sua família. Sucesso!!!

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  18. Você poderia informar o contato de algum advogado de imigração?

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