segunda-feira, 2 de julho de 2018

Atualização Patrimonial JUN/18 - R$441.747,13 (+0,49%)

Olá pessoal - tudo bem ? Lá vamos nós para mais um fechamento mensal. Esse mes eu transferi R$200K da minha conta no Brasil para os USA utilizando minha corretora de cambio. Eles cobram uma taxa de USD 30,00 por remessa + 1,1% de IOF. No final, após negociar um pouco o cambio, acabei com uma cotação bem parecida com a do transferwise; porém otransferwise tem limite de BRL9.000 / mês quando voce transfere dinheiro para os USA.

De qualquer forma, agora tenho uma disponibilidade de recursos um pouco maior nos USA e vou trabalhar para aplicar esse dinheiro por aqui. Ainda deixei mais de BRL 180K no Brasil e ainda tenho mais depósitos a receber na minha conta por lá - dinheiro da venda do carro, seguro desemprego, restituição de IR, aluguel do meu apartamento, potencial venda do apartamento, etc...

Também ainda tenho despesas a pagar através dessa conta no Brasil. Vou fazer agora a transcrição do meu casamento em Portugal, aplicar a cidadania do Estagiário Pobre, da Sra Executiva Pobre e da minha mãe - a CEO Pobre. Também vou deixar um dinheiro separado para pagar as passagens para minha mãe e meu pai virem me visitar - será a primeira viagem internacional deles e eu ficarei muito feliz de proporcionar isso.

Recebi a noticia de que meus moveis vao chegar somente em Agosto, o que me levou a comprar uma cama e colchão, pois vou me mudar do hotel para casa ainda em Julho. Também vou comprar uma TV para a sala. Em relação aos demais procedimentos burocráticos, eu ainda preciso tirar a minha habilitação e comprar ou fazer o leasing de um veiculo. Sao as ultimas coisas "grandes" a resolver.

Então, tenho de ir com cuidado para nao gastar demasiado nessas compras. A minha intenção é ter o patrimonio aumentando todo mes - já que por enquanto nao estou exposto ao mercado de capitais aqui nos USA. Preciso estudar um pouco mais, abrir conta em uma corretora e começar as minhas aplicações - infelizmente, eu ainda nao inicei essa etapa pois está realmente faltando um pouco de tempo por aqui. Estou envolvido em mais projetos do que deveria e o fato de ter um chefe nos USA e um chefe na Europa (nem sempre com as mesmas prioridades) não me ajuda nem um pouco. Tenho de ficar equilibrando a balança para nao deixar nenhum deles sem informações e resultados, mas as vezes é bem dificil de conciliar e tenho de eleger prioridades. No meu caso, é essencial estar alinhado e mostrar um bom trabalho para meu chefe na Europa e é esse o caminho que vou seguir. 

Também falando um pouco do trabalho local, percebo que tem uma pessoa de outra area que está tentando empurrar diversas responsabilidades dela para o meu time. Como eu ja "fechei a porta" para essas iniciativas desde o principio, ela vem tentando empurrar essas tarefas e responsabilidades através do meu chefe local. Ela ja percebeu que ele tem certa dificuldade de dizer não e "bater de frente", então estão surgindo novas demandas que nem deveriam estar na minha area. Por isso a necessidade de estar alinhado com o chefe na Europa e medir com atenção quando devo falar nao e quando devo aceitar esses projetos extras.

Mas voltando ao fechamento do mês - segue o resumo abaixo. A meta do ano de R$400K foi atingida no mês passado graças ao aporte extra das verbas rescisórias que recebi na minha demissão. Dessa forma, já tracei uma nova meta que é me aproximar ao máximo dos R$500K.



Ainda estou refinando o orçamento mensal para entender os meus gastos mensais aqui nos USA. Por enquanto, como estou morando em hotel com despesas pagas pela empresa, o meu orçamento fica artificialmente baixo. Estou aguardando a mudança e entendendo um pouco melhor os custos fixos e custos de lazer por aqui - apesar de que até o momento nao teve nenhuma despesa que veio acima do meu orçamento inicial. Também terei de mensurar melhor as receitas - já que após 90 dias - inicia a minha participação no plano de previdencia privada e a empresa também faz aportes nesse plano.

O foco profissional no curto prazo é consolidar a equipe nos USA, estar muito alinhado com as prioridades do meu chefe na Europa, atingir as metas desse ano para receber o bonus e iniciar a aplicação do Green Card após um ano aqui nos USA, ou seja, em Junho de 2019.

Um grande abraço,

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Executivo Pobre na America - Social Security

Olá pessoal - tudo bem ? Depois de conseguir meu visto para trabalho aqui nos Estados Unidos, a primeira coisa que fiz por aqui foi providenciar meu social security number, especie de CPF dos americanos. Esse é o documento mais importante que uma pessoa vivendo por aqui precisa, pois ele é utilizado para tudo: abrir conta em banco, criar seu historico de credito, aplicar para licença para dirigir, aplicar para health insurance (seguro saude), etc...

O processo em si é muito tranquilo, desde que voce tenha todos os seus documentos regularizados. Vou tentar explicar aqui através das etapas que eu fui aconselhado a seguir:

1 - Formulário I-94: esse é um formulário que nao temos de preencher nada. Na verdade, esse é o formulário que o oficial da imigração preenche no momento da sua entrada no país e que diz quanto tempo voce pode ficar de fato nos Estados Unidos. Algumas vezes o tempo permitido no I-94 é superior ao tempo que o oficial da imigração registrou no seu passaporte - se isso ocorrer, voce pode ficar até a data determinada pelo I-94. Para fazer o download do I-94, voce deve acessar: https://i94.cbp.dhs.gov/I94/#/home. Para acessar o formulário voce precisa informar o numero do seu passaporte, nome e sobrenome. Então é só fazer o download do arquivo e imprimir.

2 - Preencher o formulário SS5 (Social Security Application): esse formulário é muito simples, voce pode fazer o download pelo internet (link aqui) e preencher antes de ir ao escritório do Social Security. Trata-se apenas de informações básicas, como: Nome, sobrenome, local de nascimento, data de nascimento, cidadania, etnia e raça (nao é obrigatório preencher essa informação), sexo, nome da mãe, nome do pai, data e telefone. O mais importante é ter um numero de telefone americano para eles poderem entrar em contato com voce, caso necessário.

3 - Agendar a visita no Social Security Office: é possivel agendar um horário para ir ao Social Security Office e nao precisar ficar esperando na fila. Eu, como bom brasileiro, nao agendei nada e fui diretamente. Chegando lá, eu peguei uma senha e fui atendido em menos de 20 minutos.

A partir do momento que sua senha é chamado, voce vai até o guiche e entrega o formulário SS5 para o oficial. Nao espere preencher o documento na hora, porque ele vai cancelar a sua senha, fazer voce voltar na recepção e pegar uma nova senha - somente vá com o formulário já preenchido. Após a entrega do formulário, o oficial vai pedir a documentação que comprova a sua eligibilidade para o Social Security. Apesar de todo americano ter direito a esse documento, não é todo estrangeiro que tem esse direito. Aos estrangeiros é concedido o social security somente caso voce tenha autorização para trabalhar no país (isso inclui estudantes que podem trabalhar meio periodo) ou caso voce vá receber algum beneficio do governo americano.

Por esse motivo, é importante levar o I-94 que comprova que voce está legalmente no país, levar também o passaporte que é seu documento oficial de identificação, levar certidão de nascimento para comprovar o nome dos pais, levar certidão de casamento caso seu companheiro(a) também precise de um social security e seja elegivel para isso, levar a employment letter do principal aplicante.

Como voces podem ver a documentação é bem simples e o processo é rapido. O problema é que eles insistem em enviar o cartão pelo correio e isso pode demorar. O meu cartão chegou em tres semanas - e, na verdade, nao é um cartão. É um pedaço de papel com o carimbo e o numero do seu social security. O da Sra EP ainda nao chegou e fomos ao escritório do social security para verificar - eles informaram que as informações ainda estavam sob analise do departamento de imigração e pediram para aguardar completar quatro semanas e então retornar lá caso nao receber o cartao nesse periodo. 

Normalmente, se os correios demoram, o oficial verifica no sistema e te informa o numero do social security enquanto voce fica aguardando o correio entregar (alguns colegas me falaram que demorou até seis meses). Caso o oficial verifique no sistema que o documento ainda está sob analise após quatro semanas, ele solicita o pedido de urgencia e em tres dias a imigração faz a analise de documentos (uma especie de fura-fila). Caso todos os documentos estejam validos, eles emitem o seu social security. Se por alguma razão eles encontrarem falhas na sua documentação, eles vao negar o social security e te informar por escrito.

Uma vez recebido o documento, ai voce começa a construir o seu famoso credit score nos Estados Unidos. Falarei mais sobre isso no próximo post.

Um grande abraço,

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Executivo Pobre na America - Entrevista no Consulado (visto L1-A)

Ola Pessoal - tudo bem ? Na sequencia dessa serie de postagens sobre a minha transferencia e inicio da vida aqui nos USA - eu vou falar sobre como foi o processo do meu visto. Apesar da demora no processo de transferencia como um todo, o visto foi muito rapido.

Eu estou aqui nos EUA com o visto L1-A. Se trata de um visto de transferencia de executivos e foi criado para permitir a transferencia de funcionários entre unidades da mesma empresa. Isso quer dizer que se a empresa tem operações nos USA (nao precisa ser a matriz) e tem operações em outro país, um funcionário da organização em outro país pode ser elegivel a ser transferido para os USA com esse visto.

A parte interessante do visto L1-A é que apesar de ele ser um visto de não-imigrante, ou seja, a pessoa tem de demonstrar que não tem a intenção de permanecer nos USA após o periodo de validade do visto; ele também permite o "dual-intent", ou seja, a imigração americana entende que nesse tipo de visto, o aplicante pode ter a chamada "dupla intenção" - que nada mais é do que ter a intenção de vir trabalhar e desenvolver os negocios da empresa como executivo (que é a intenção do visto) e também ter a intenção de permanecer no pais de forma definitiva (que não é a primeira intenção do visto - por isso é chamado de visto de dupla intenção).

Apesar de ser um visto de trabalho, o visto L1A tem caracteristicas diferentes do visto H1. Entre as vantagens do visto L1-A está a duração do visto, que pode ser de tres anos com no maximo duas renovações de dois anos, ou seja, um total de sete anos. O visto H1, por sua vez, permite um periodo máximo de cinco anos.

Outra vantagem do visto L1-A é o caminho para o green card. Como se trata de transferencia de executivos, o candidato já teve que comprovar sua capacidade gerencial, formação, etc... antes da emissão do visto. Por se entender de que é um profissional qualificado (já que ele tem responsabilidade gerencial na operação da empresa) não é necessário abrir o processo no Departamento de Trabalho americano, ofertar a vaga em questão por periodo de 90 dias, verificar e entrevistar potenciais candidatos americanos e ter de justificar o porque da escolha de um estrangeiro. Essa parte do processo demora facilmente mais de 10 meses, já que é necessária a auditoria por parte de um funcionário do Departamento de Trabalho. O visto L1-A corta esse caminho e é possivel obter o seu Green Card em menos de um ano se toda a documentação estiver correta e voce nao tiver nenhum problema no periodo que esteve nos Estados Unidos.

Mas, falarei mais de Green Card quando chegar o momento da minha aplicação. Ai vou contando como tudo ocorreu com detalhes e no momento que estiver nessa fase. Por enquanto, vamos falando do processo que enfrentei para obtenção do visto L1-A.

O primeiro passo é a empresa comprovar que ela atende os requisitos para essa movimentação de funcionários e, na sequencia, comprovar que o funcionário atende os requisitos para ser transferido.

Basicamente, estamos falando de tres requisitos principais:

1 - As empresas envolvidas tem de ser empresas relacionadas (filial, subsidiária, etc...);
2 - O funcionário tem de ter trabalhado em cargo gerencial pelo menos um ano dentro dos tres ultimos anos;
3 - O funcionário tem de ser transferido em uma posição também gerencial no pais de destino (ou seja, Estados Unidos).

O primeiro passo foi feito pela empresa, com a aplicação para o formulário I-129S (Blanket L1-A Petition). Isso foi feito pela empresa nos Estados Unidos, atraves do preenchimento do formulário e envio de documentos que compravam a constituição da empresa de forma legitima e as operações (contrato social, balanço, etc...). Essa foi a parte mais demorada do processo e levou em torno de 90 dias para obter a aprovação da imigração americana.

Logo após essa aprovação, eu preenchi o formulário DS-160 (Non-immigrant Visa Application). Esse é o mesmo formulário que é preenchido para visto de turista - mas obviamente as informações prestadas são diferentes. E então voce paga a taxa de aplicação de USD 190,00 por pessoa. No meu caso, são tres pessoas: então valor total de USD 570,00.

Logo após o pagamento da taxa, voce é liberado para fazer o agendamento no Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV). Para falar a verdade, o processo no CASV é bem simples, o unico problema é encontrar um lugar para estacionar. Mas a fila é organizada pelo horário do seu agendamento e o processo é rapido. O funcionário verifica o seu passaporte, o formulário DS-160 para confirmar se voce nao preencheu nada errado. Caso esteja tuco certinho, eles ja coletam as digitais e tiram a sua foto - tudo muito simples e no meu caso não levou mais de 20 minutos.

Com o processo no CASV encerrado, eu então agendei a entrevista no consulado para o dia seguinte, mas voce pode agendar tudo antes mesmo de ir ao CASV - já pode deixar agendado as duas datas.

No Consulado Americano já existe mais restrições no acesso do que no CASV. Voce nao pode entrar de jeito nenhum com celular, passa por detector de metais e em alguns casos por uma revista mais completa. A mesma dificuldade de encontrar lugar para estacionar (vai preparado para pagar estacionamento nos dois lugares - CASV e Consulado).

Cheguei meia hora antes do horário marcado e apresentei os passaportes e o formulário DS-160 e o DS-129S (necessário para o visto L1-A). A funcionária viu que tinha tres passaportes e somente duas pessoas e perguntou se o terceiro era menor de 16 anos (já que menores de 16 anos nao precisam comparecer no consulado) - nós explicamos que era um bebe, o Estagiário Pobre, e a funcionária perguntou se a Sra Ep ainda estava amamentando. Nós informamos que sim e ela nos deu a senha preferencial e dessa forma fomos direto para o setor de segurança para passar pelo detector de metais.

Um vez dentro do Consulado, bastou seguir até a area de atendimento (naquele dia havia 16 guiches em operação) e uma funcionária pegou a nossa senha preferencial e encaminhou diretamente para o ultimo guichê - o numero 16. Chegando lá começou a entrevista propriamente.

O oficial de imigração confirmou os dados do passaporte, confirmou novamente os formulários DS-160 e DS-129S e me informou que tem uma taxa anti-fraude de USD 500,00 a ser paga naquele momento. O lado bom é que pode pagar em dinheiro ou cartão de debito / credito. Ele explicou que essa taxa é exatamente para desencorajar as pessoas que tentam falsificar documentos para conseguir o visto, uma vez que a taxa é não reembolsável.

Fui até o caixa, paguei os USD 500,00 e voltei novamente para o guiche. Então ele iniciou com as perguntas:

1 - Há quanto tempo voce trabalha na empresa ?
2 - Qual o seu cargo atual e quando voce começou a ocupar esse cargo ?
3 - Qual seu salário aqui no Brasil ?
4 - Quantos funcionários voce tem sob a sua responsabilidade ?

Respondi essas perguntas iniciais e ele digitou algumas coisas lá no computador. Ai ele colocou os papeis de lado e me pediu para descrever resumidamente quais eram minhas responsabilidades na empresa. Eu falei umas tres ou quatro frases explicando as principais responsabilidades da minha area, evitando termos tecnicos para deixar tudo bem claro. Ai ele começou a perguntar sobre as atividades nos Estados Unidos.

5 - Voce já esteve nos Estados Unidos anteriormente ? Quando foi a ultima vez que esteve lá ?
6 - Qual será sua função nos Estados Unidos ?
7 - Qual será a sua remuneração nos Estados Unidos ?
8 - Quantos funcionários voce irá gerenciar na sua equipe ?

Depois de tudo respondido, eu aproveitei e entreguei para ele uma carta que a empresa havia escrito para suportar o pedido de visto, onde tinha o resumo com todas as respostas para o que ele havia perguntado. A empresa explicava que a unidade nos Estados Unidos e a unidade no Brasil faziam parte do mesmo grupo empresarial, por isso podiam ser consideradas empresas relacionadas. também explicava a data da minha contratação, o meu cargo e principais responsabilidades no Brasil, deixando claro que eu ocupava um cargo gerencial (ou seja, com poder de decisão e com pessoas sob minha responsabilidade e orientação) e, finalmente, explicava também a minha função nos Estados Unidos e as principais responsabilidades, comprovando que eu iria exercer função gerencial também nos Estados Unidos.

Com tudo isso, o funcionário esclareceu que havia uma segunda taxa de USD160,00 relacionada ao processamento do visto; mas que ele espera a entrevista para informar para ter certeza de que pessoas que nao terão o visto aprovado, também nao irão pagar a taxa. Com isso, eu já conclui que eu teria o visto aprovado, já que ele pediu para eu ir ao caixa para pagar a taxa. Eu trouxe o comprovante de volta, ele carimbou e assinou as tres vias do formulário DS-129S e me disse para entregar uma via para empresa, outra via para o oficial da imigração no aeroporto dos Estados Unidos e a terceira via era a minha cópia para arquivar.

Informou que eu receberia um email quando o passaporte estivesse disponivel para retirada porque como o visto L1-A permite acesso ao Green Card de forma rápida, eles nao enviam passaporte com esse visto pelo correio. Eu disse que tudo bem e ele respondeu: "Welcome to America".

Duas semanas depois eu recebi um email dizendo que o passaporte estava disponivel para retirada no CASV. Fui lá no dia seguinte e retirei os tres passaportes e então começou o tramite para coleta dos moveis e reserva de passagem, hotel, carro, etc... para a minha chegada nos USA. Eu irei abordar essa etapa do processo na próxima postagem.

Um grande abraço,

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Executivo Pobre na America - Como tudo começou ?

Olá pessoal - tudo bem ? Estou separando aqui alguns minutos para iniciar as minhas conversas sobre o processo de mudança que me trouxe para a Terra do Tio Sam. O processo foi bem demorado se contar desde a primeira ligação que eu recebi com uma sondagem a respeito da vaga que estaria disponivel e o dia do embarque: se considerar todo esse tempo, foi algo perto de 10 meses.

O principal ponto nessa postagem é mostrar como a questão do relacionamento influencia diretamente nas oportunidades profissionais que aparecem. No meu caso, eu apliquei para essa vaga nos USA há um bom tempo atras e comuniquei ao meu chefe na epoca. Ele incentivou a minha candidatura, mas também se candidatou a vaga e ativou os contatos dele para reforçar a candidatura - obviamente que ele foi escolhido e obviamente que eu fiquei puto da vida para falar um portugues claro. Fiquei com uma mistura de raiva dele e raiva de mim mesmo: raiva dele porque ele só ficou sabendo da vaga porque eu avisei ele achando que deveria seguir os procedimentos da empresa e mesmo assim ele me deu esse "chapéu"; e raiva de mim porque fui ingenuo de acreditar que deveria seguir os procedimentos nesse caso e ter arriscado a minha transferencia.

O tempo foi passando e esse meu antigo chefe foi promovido nos USA e abriu uma vaga e ele recomendou meu nome. Achei estranho quando ele me ligou para falar da vaga e que alguem iria me ligar para dar mais detalhes caso eu estivesse ainda aberto para oportunidade de trabalhar fora e eu topei escutar para entender mais como seria essa nova vaga e também tentar entender se eu estava bem posicionado. 

Para minha surpresa, um antigo diretor (que depois foi promovido a Vice Presidente do meu departamento) me ligou para dizer que ele havia pedido recomendação e o meu antigo chefe havia me recomendado para vaga e ele concordava. Aproveitei o momento para tentar ja entender como seria a hierarquia e ele me informou que o antigo chefe estava indo para outra divisão - então eu nao iria mais ter ele como chefe. Quando ele falou isso, eu entendi que estava de volta ao jogo e decidi topar a oferta.

Esse antigo Diretor (agora Vice-Presidente) também começou a conversar comigo sobre as coisas do trabalho no passado e eu observei que ele sempre lembrava de duas ou tres negociações que eu tinha feito - e conversando com ele, ficou claro que voce faz alguma pequenas coisas (nao foram as maiores negociações nem as mais difíceis) que acaba marcando para outras pessoas. Mas boa parte de "marcar" a outra pessoa está no fato de voce observar que teve um bom resultado e trazer isso a tona sempre que possivel. Claro que voce nao deve ficar fazendo propagando vazia, senão vai ficar conhecido como o "carreirista" ou "puxa-saco" do chefe e nao vai mais conseguir a ajuda do time nos projetos que voce estiver participando. Mas tem que trazer os bons resultados a tona de forma indireta, sempre que tiver oportunidade. Um exemplo de como aconteceu comigo recentemente:

"Estavamos em uma reunião de time com varios profissionais e eles debatendo sobre as margens de um projeto. Assim que tive a oportunidade de falar, eu soltei essa: "Olha, acho que aqui a gente poderia chamar e fornecedor e negociar colocando o volume do projeto ABC e 123 juntos - sabemos que ele nao vai ter capacidade produtiva para atender os dois projetos, mas com certeza ele vai querer atender e vai pensar muito sobre o aumento de faturamento que ele vai ter com esse potencial segundo projeto. Esse será o momento para negociar a redução de custo de 12% que precisamos para atender o projeto. Quanto a questão de capacidade produtiva, esse fornecedor terá de investir em equipamentos para atender essa demanda e de acordo com o plano estrategico que eles divulgaram no mercado (é uma empresa listada em Bolsa) eles pretendem fazer isso com o investimento de USD300 milhões. Os principais fornecedores desse equipamento precisam de 6 meses para construir e instalar um novo equipamento - o nosso fornecedor nao poderá esperar esse tempo todo. A nossa divisão que produz esse equipamento tem tres unidades em estoque de um pedido que foi cancelado - o nosso fornecedor irá precisar de 4 unidades, então nós poderemos vender para ele as 3 unidades em estoque e colocar o pedido de 1 unidade adicional e com isso ele consegue atender a demanda do projeto e nos temos uma redução de custo no preço peça de 12% e ainda vamos vender 4 unidades de equipamento, ajudando no faturamento da outra unidade de negocio e eliminando o estoque de 3 peças que eles tem hoje."

Claro que resumi bastante, mas acredito que consegui passar a estrategia que adotei. Assim que fechamos o acordo com fornecedor e com a unidade de negocios para venda de equipamento, eu aproveitei um email do setor de auditoria, falando sobre a importancia de seguirmos os procedimentos de compras para evitarmos casos de suborno, corrupção, etc... e mencionei que deveriamos criar um forum onde qualquer negociação superior a USD 5 milhões deveria ser apresentada para o CEO da divisão.  Para ser sincero, o meu objetivo nao é fiscalizar os compradores (eu ja faço isso diariamente), mas era ter a oportunidade de mostrar as reduções de custo e estrategias desenvolvidas para o CEO e com esse forum eu criei esse canal de comunicação com ele, com o CFO, com o Vice Presidente de Operações e mais algumas pessoas cruciais em um momento de promoção futura. O primeiro caso que apresentamos foi exatamente esse que eu mencionei acima - mas eu nao fui apresentar (voce nao pode dar na cara que está querendo fazer o marketing), eu levei o comprador para apresentar. Dessa forma eu dou uma exposição bacana ao funcionário e consigo a exposição que eu queria com a Direção.

Esse foi só um exemplo de uma estrategia desenvolvida e negociada, onde foi possivel fazer uma boa propagando. Mas tirando essa narrativa da negociação, eu queria voltar a questão da minha oferta de transferencia e como tudo ocorreu.

Após algumas semanas, o RH entrou em contato comigo para falar de como seria a oferta e como proceder com o processo do visto. Eu acabei vindo para cá com o visto L1-A, o que me abre bastante as portas para um futuro Green Card - de toda forma eu estava relembrando as negociações de salário e beneficios. Agora com algumas semanas por aqui, eu vi que sai perdendo em algumas (poderia ter negociado melhor) e sai ganhando em outras - mas no geral, o maior beneficio é a possibilidade do Green Card em um prazo relativamente curto.

Eu ja postei sobre como a negociação foi conduzida - mas acho interessante re-postar para iniciar essa serie sobre a vida nos Estados Unidos e o pessoal que acompanha o blog relembrar como foi feita a negociação dos valores e beneficios. Coloquei os 8 principais pontos da negociação, a próxima postagem eu irei falar sobre como foi o processo do visto e a entrevista no Consulado.

A postagem (ou melhor, re-postagem) da negociação do salário e beneficios está abaixo.

Um grande abraço,




1 - Remuneração: esse foi o primeiro ponto discutido. Varios fatores entraram na conversa, já que a transferencia é para um local com media salarial mais baixa comparado com os Estados mais ricos da Terra do Tio Sam. A media salarial para um cargo gerencial na minha area por lá vai de USD 75K até USD 95K. Existe essa disparidade grande (algo nao muito comum nos USA) pois é um Estado com poucas industrias e muito mais focado no turismo e agricultura. Entretanto, as poucas industrias que tem por lá sao grandes multinacionais e industrias de tecnologia de ponta. Dessa forma, a media salarial para cargo gerencial fica distorcida e o intervalo fica um pouco mais abrangente do que em outros locais. 

A primeira proposta que veio foi de USD75K (remuneração sempre anual) e foi prontamente rejeitada. A minha contra-oferta foi de USD110K mesmo sabendo que era um valor muito acima da media da região. Como eu esperava a pessoa que eu estava negociando (meu novo chefe nos USA) apresentou esse argumento dizendo que era um valor muito alto para a região e eu então perguntei qual era o intervalo salarial medio naquela area. Ele respondeu que era entre USD75K e USD95K e eu perguntei porque ele estava me oferecendo então USD75K que é o minimo que se paga na região? 

Claro que isso causou um desconforto e ele subiu a oferta dele para um meio termo ... ele disse: Esta certo Executivo. Vamos fazer assim, nao te pago o minimo e nao te pago o maximo ... nem USD75 e nem USD95K - vamos rachar a diferencça e eu te pago USD85K. Maravilha !!! O primeiro passo estava estabelecido, eu havia conseguido ancorar a negociação em valores mais altos ... como ele ofertou USD85K esse se tornou o piso da negociação. 

Na minha segunda investida, eu agradeci pelo movimento que ele estava fazendo e expliquei que havia um risco para eu mudar para lá, pois no Brasil eu conhecia todos os processos, fornecedores e clientes e já havia estabelecido uma relação saudavel com eles e por isso a qualidade do meu trabalho havia se destacado nos ultimos anos ... aproveitei e despejei um monte de resultados positivos obtidos em projetos e negociações que eu sabia que ele estava ciente. Então eu disse que como ele havia aumentado a oferta dele em USD10K (saindo de USD75K para USD85K) eu também iria baixar minha pedida na mesma proporção e devolvi a oferta de USD100K.

Ele disse que ainda era muito alto e que nao conseguiria aprovar isso para um profissional chegando lá no primeiro ano. Eu disse que entendia e que como estava muito interessado eu iria retornar com uma nova oferta. Como ele havia ja utilizado a tecnica de "dividir a diferença" eu fiz a seguinte proposta: Chefe, voce esta ofertando USD85K e eu quero USD100K - eu proponho de dividirmos a diferença e teriamos o valor de USD92,5K ... mas para voce ficar feliz e ter uma margem, eu te dou os 0,5K e fechamos em 92K. Quero deixar claro que essa oferta nao é o maximo que se paga na região (que seria USD95K), mas ainda assim é um valor que eu estou disposto a aceitar.


2 - Bonus Anual: assim que fechamos a questão salarial partimos para a negociação do bonus. Aqui nao havia muita manobra, porque o bonus é um percentual da sua remuneração anual e isso é definido pela corporação para todos os funcionários como sendo 10% da remuneração anual. Nao é um pacote de remuneração variavel agressivo (infelizmente) mas é a cultura e norma global da empresa, sem espaço para negociação.


3 - Mudança: obviamente a empresa paga as passagens para eu e minha familia nos mudarmos e paga também o transporte dos moveis que irei levar para os USA. Aqui, o que eu fiz questão de negociar é se caso a empresa encerrar o contrato comigo (ou seja, me demitir) ela também se responsabiliza com os custos da passagem e transporte das coisas de volta para o Brasil. Aqui nao houve resistencia - esse é um beneficio minimo e muito comum nas transferencias.


4 - Aulas de Ingles para Sra EP: o visto de trabalho que eu serei transferido (visto L1) permite que a Sra EP também trabalhe, o que já é um excelente beneficio. Como ela tem uma excelente formação (concluiu doutorado e está buscando o pós doutorado) em uma area muito procurada, eu quis negociar esse beneficio. Nao existe necessidade de aprimorar o idioma - a Sra EP fala Ingles muito bem; mas essa passa a ser uma oportunidade de networking, pois ela ira tomar as aulas de Ingles especifico para a area de trabalho que ela atua e essas aulas sao ministradas em uma universidade (a maior universidade do Estado) por profissionais da area. Com isso, ela poderá ter contato com pessoas influentes na area e garimpar indicações para trabalho na area academica. De qualquer forma, a ideia e que ela fique com o Estagiário Pobre durante um periodo adicional - provavelmente ate ele completar 2 anos. Por esse motivo, negociei um pacote de 200 horas-aula de Ingles pagos pela empresa; e como ja estava no embalo negociei o mesmo pacote também para mim. Nunca se perde em aprimorar o idioma e pode ser uma boa oportunidade de estabelecer contatos e mesmo fazer amigos já que chegaremos por lá sem conhecer ninguem da comunidade.


5 - Pagamento Aluguel / Veiculo: também abri uma frente de negociação para a empresa pagar 6 meses de aluguel. A ideia aqui era simplesmente obter uma vantagem financeira atraves da redução das despesas com moradia durante um periodo. Eles nao aceitaram e fizeram uma contra-oferta para pagar 3 meses de aluguel. Eu aceitei essa contra-oferta mas pedi para incluirem também aluguel de veiculo no mesmo periodo. Com isso eu ganho um tempinho sem ter despesas com carro até conhecer melhor a rotina por lá e entender quais serão as minhas necessidades.


6 - Bonus Assinatura: quando começamos a falar das despesas de casa e veiculo, surgiu o tema do historico de credito (credit score). Esse é o criterio utilizado pelos americanos para financiarem coisas, alugarem e prestarem serviços. Sem historico de credito voce tem de fazer deposito caução para praticamente tudo por lá. Se vai alugar um imovel e voce nao tem historico de credito é comum solicitarem alguns meses de aluguel como deposito; o mesmo ocorrendo com a empresa de luz, agua, internet, telefone, tv a cabo, etc... Então, eu percebi que teria de fazer um desembolso grande assim que chegar por lá, uma vez que todas as empresas irão exigir deposito ate eu construir meu historico de credito e isso leva entre 6 meses a 1 ano se feito com inteligencia. Para fazer frente a essas despesas, eu solicitei um bonus salarial de 3 meses de remuneração já que essa era a media que as empresas solicitam como deposito. 

Aqui eu encontrei bastante resistencia e a negociação ficou bem dificil; mas eu lembrei que ja estava abrindo mao de beneficios que eu tenho no Brasil e que nao era uma exigencia minha mas sim uma exigencia do sistema de credito deles - eu poderia apresentar todo o meu historico do Brasil e ate fiz uma simulação no site do Serasa Experian (a Experian é a maior empresa de avaliação de credito dos USA) e mostrou que tenho uma pontuação de 860 no Brasil. Isso é um credito espetacular nos USA, porém eu nao carregaria esse credito daqui para lá e por isso eu ja nao iria me beneficiar das excelentes taxas de juros para alguem tem essa pontuação. Apesar de ser um argumento nao muito forte, acabou dando certo e eles concordaram em pagar dois meses de salario como bonus pela assinatura de contrato.


7 - Ferias e Feriados: como voces devem saber, nos USA nao existe a padronização do direito a dias de ferias como no Brasil que tem 30 dias de férias obrigatorios para todos os funcionários. Nos USA cada funcionário negocia individualmente as suas ferias e dias de folga e foi isso que tive de fazer. Para  iniciar a conversa eu ja disse que no Brasil eu tinha direito a 30 dias de ferias. O meu objetivo era já ancorar a negociação em quantidade de dias mais alta porque eu sabia que nos USA a coisa era bem diferente.

O meu futuro chefe disse que nem ele tinha 30 dias e que era muito tempo. Eu lembrei então que por lá eles sempre falam em dias uteis de ferias (no Brasil sao dias corridos) e já quis fazer o primeiro movimento da negociação para mostrar uma boa vontade. Disse para ele que apesar de eu ter 30 dias no Brasil eu também achava um tempo exagerado, mas como eu estava mudando para outro pais eu precisaria de 25 dias. Ele entao me ofereceu 10 dias e 10 feriados pagos. Eu perguntei como assim - 10 dias de feriados pagos ? Ele me explicou que nos USA voce tem 10 feriados, mas que as empresas nao precisam pagar seu salário referente a esses dias - ai fui eu que quase cai para tras. Percebi que nao poderia ceder muito e perguntei como funciona o pagamento quando um feriado cai no sabado ou domingo. Ele me explicou que isso nao acontece - se o feriado cai no sabado, ninguem trabalha na sexta; se cai no domingo, ninguem trabalha na segunda.

Eu tive de reestruturar minha proposta e fiz uma oferta de 20 dias de ferias + 10 feriados pagos; o que daria os 30 dias que tinha no Brasil. Meu chefe disse que era razoavel e aceitou. Depois disso ele ainda me disse que eu tenho direito (por ser um beneficio da empresa para todos os funcionários) a 6 dias de PTO (Paid Time Off). Esses 6 dias eu posso usar para ir ao medico, para cuidar de algo em casa, para qualquer necessidade ou ainda, posso usar como Feriado Movel - ou seja, se o feriado cai na sexta eu posso, por exemplo, tirar 2 dias (quarta e quinta) como PTO e ja fazer a ponte com o feriado. Como meu cargo já me da direito a trabalhar home office quantos dias eu achar interessante - acaba que esses 6 dias viram ferias adicionais.


8 - Green Card: aqui entra o principal ponto de negociação. So por esse topico a transferencia ja valeria a pena, mas acabou que foi o ultimo ponto negociado. Com a transferencia via visto L1, eu sou elegivel a obter o famoso Green Card; porém a empresa tem de fazer a aplicação. Eu nao posso fazer a aplicação pessoalmente - a empresa tem de solicitar ao governo americano um visto de residencia permanente, pois eles tem interesse que eu continue trabalhando para eles além do periodo permitido pelo visto L1. Apesar de seguir essa justificativa, a empresa pode solicitar o Green Card para o funcionário com visto L1 a qualquer momento. A partir do primeiro dia, o funcionário ja esta elegivel para obter o Green Card.

Para a negociação desse topico houve a participação do juridico da empresa. Eu utilizei o argumento de que o prazo maximo para visto L1 seriam 7 anos (ja contado as renovações possiveis). E que eu estava indo com toda a minha familia com intenção de me estabelecer definitivamente nos USA; inclusive levando meu filho recem nascido para lá. Ele seria matriculado em uma escola americana e aprenderia ingles como um nativo e depois de 7 anos eu teria de trazer ele para um pais que ele vai viver apenas tres ou quatro meses antes de se mudar ? Argumentei que todas as amizades e cultura; além do idioma, leis e estrutura da sociedade que ele estaria acostumado seriam as americanas e eu nao poderia ficar com a situação a ser definida lá na frente. Teriamos de ter em contrato um prazo para a empresa aplicar para o Green Card, uma vez que contratos sao levados a serio nos USA e apesar de eu nao poder exigir o Green Card, eu posso exigir uma compensação financeira caso a empresa nao aplicar no periodo estipulado no contrato. Já de cara eu solicitei que colocassem no contrato a aplicação do Green Card após seis meses.

O representante do juridico disse que nao seria possivel com seis meses e fez uma contra-oferta de aplicar apos 3 anos. Eu argumentei que com 3 anos nao poderia ser, pois o meu filho ja falaria somente ingles (mentira, eu vou ensinar portugues para ele) e eu nao poderia deixar isso indefinido ate lá - teria de ter certeza que eu poderei ficar permanentemente nos USA muito antes desse prazo. Ai o advogado da empresa deixou escapar que isso era muito risco para empresa e eu perguntei porque. Ele abriu o jogo e disse que a preocupação é que com o Green Card na mao eu poderia ir trabalhar em qualquer empresa dos USA e eles teriam perdas financeiras com a minha transferencia.

Entendi que a preocupação deles era justa e perguntei quanto tempo seria o minimo para eu trabalhar e minimizar esse risco com eles. Ele mencionou que seria ao menos 2 anos. Então, eu sugeri que colocassemos no contrato uma clausula onde eu me comprometo a trabalhar na empresa por pelo menos 2 anos e que so poderei aceitar qualquer outra oferta após esse periodo. Eles gostaram bastante e em contrapartida, eu solicitei que colocassemos a clausula que a empresa se compromete a aplicar para o meu Green Card apos 1 ano nos USA. Dessa forma, mesmo com o Green Card eu terei de ficar na empresa ate completar pelo menos 2 anos de trabalho por lá. Achei mais do que justo e na verdade, a possibilidade de Green Card em um prazo bem mais curto do que ao final do visto L1 ja é muito interessante.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Atualização Patrimonial MAI/18 - R$421.268,30 (+0,35%)

Olá pessoal - tudo bem ? Aqui estou eu ainda enrolado com todas as burocracias de uma transferencia internacional. Como muitos já sabem, eu fui transferido pela empresa onde trabalho para a unidade nos USA. Durante todo esse mês de Maio eu estive envolvido em encerrar meu contrato no Brasil, iniciar meu contrato nos USA e providenciar os recursos básicos para acomodar minha familia.

Tenho muitas coisas para contar, tais como: processo de visto, entrevista no consulado americano, tipo de visto que estou utilizando e seus beneficios, como enviar moveis e pertences para USA, contrato com empresa americana, processo de entrevista com gestor americano, como negociar salário e beneficios nos USA, como aplicar para o social security, como abrir conta em banco nos USA, como aplicar para o Driver License onde estou morando, como procurar casa para alugar, como é a casa padrão americana, contrato de aluguel nos USA, como funciona financiamento imobiliário por aqui, taxas de juros de financiamento imobiliário, como funciona o sistema de saude, como funciona o meu plano de saude, como funciona o meu plano odontologico e oftalmologico, como funciona o sistema de previdencia nos USA, como funciona o sistema de previdencia oferecido pela minha empresa, o que é uma FSA e como funciona, o que é uma HSA e como funciona, etc...

Esses são apenas os temas iniciais que estou envolvido devido a mudança e o inicio da minha jornada aqui nos USA. Em breve terei experiencia de adquirir um veiculo e também começar a utilizar os serviços de telefone, agua, luz, gas, coleta de lixo, internet, etc... Acredito que tudo isso pode ser interessante para quem tem a curiosidade ou a pretensão de mudar para os USA.

Mas, como eu vi hoje pela manhã na postagem do colega Corey - está dificil eu conseguir parar para engrenar o meu projeto de um blog mais voltado ao mundo corporativo e vida nos USA. Ainda nao entreguei os pontos, mas está bem dificil parar e conseguir estruturar um blog para começar a trocar essas novas experiencias que estou tendo.

De qualquer forma, o mes ainda trouxe um novo marco - se me recordo bem os colegas que elaboram o famoso ranking de patrimonio consideram o valor acima de R$400K como serie A. Dessa forma, eu acredito que fui promovido ... 

Devido ao fato de ter negociado a minha demissão no Brasil, eu consegui ter acesso a verbas indenizatórias e que ajudaram a aumentar meu patrimonio. Quando eu vender meu imóvel no Brasil, ai o patrimonio deve aumentar mais ... mas um passo de cada vez. Agora é o momento de curtir pois a meta desse ano (R$400K) já foi atingida e ainda vou conseguir dar um bom impulso para a meta do ano que vem (R$500K). Esse aumento patrimonial é importante pois ainda nao estou exposto ao mercado financeiro americano através de investimentos. Estou no momento um pouco mais focado em trazer o dinheiro para cá - estou fazendo isso aos poucos devido ao cambio atual (mas acho que o cambio ainda vai piorar com a chegada das eleições).

Mas o importante é que a meta de R$400K foi atingida e agora é acertar o orçamento mensal para poupar o maximo de Trumps possivel. Por enquanto, os gastos estão ocorrendo conforme o planejado - nao tive nenhuma surpresa ainda. O proximo grande gasto será a compra de um automovel por aqui e não quero descuidar das despesas nesse momento para garantir chegar no final do ano o mais próximo possivel dos R$500K.


Um grande abraço,